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sábado, 8 de janeiro de 2011

Ansiedade


De acordo com o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, 4ª edição), a ansiedade é subdividida em:

  • Agorafobia;
  • Ataque de Pânico;
  • Transtorno de Pânico Sem Agorafobia;
  • Transtorno de Pânico Com Agorafobia;
  • Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico;
  • Fobia Específica;
  • Fobia Social;
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo;
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático;
  • Transtorno de Estresse Agudo;
  • Transtorno de Ansiedade Generalizada;
  • Transtorno de Ansiedade Devido a uma Condição Médica Geral;
  • Transtorno de Ansiedade Induzido por Substância;
  • Transtorno de Ansiedade Sem Outra Especificação.

Os consultórios psicológicos estão repletos de pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade nas suas diversas formas. O mundo, como um todo está repleto de pessoas ‘ansiosas’ que fazem ou não algum tipo de tratamento.

Há algum tempo ouvi alguém dizer que ansiedade é falta de confiança em Deus. Infelizmente, entre os membros de nossa Igreja, esse é um pensamento muito recorrente, contudo é um pensamento muito errado também! É certo que a confiança em Deus é uma forma eficaz de prevenir e também combater a ansiedade, mas a ansiedade não pode ser reduzida apenas à falta de confiança!

Ansiedade é uma palavra originária do latim anxia, cuja raiz ang- significa estreito. “A lingüística classifica o radical ang- como pertencente à mesma família que originou as palavras angia (que derivou angina, a dor constritiva ou o aperto atrás do osso externo), anseio e ansiar.”*

Observando a natureza da palavra ansiedade, entendemos que o sentimento de ansiedade se refere à sensação de estar em um local estreito, apertado, muitas vezes sentido como um aperto no peito. No dia a dia, relacionamos a ansiedade com preocupação, e de fato ansiedade tem a ver com preocupação também.

O sentimento denominado ansiedade pode ser sentido de forma doentia ou não. Uma pessoa que teve uma doença grave em algum momento do passado e agora percebe sintomas semelhantes aos da doença antes sofrida pode sentir ansiedade e preocupação em relação aos sintomas. Isso não significa que ela vai sofrer de um transtorno de ansiedade, mas possivelmente essa ansiedade será uma motivação para ela realizar exames médicos e descobrir o que há de errado com seu organismo. Neste caso a ansiedade exerce uma função importante, que nos mantém alerta e direcionados à preservação de nossa vida.

Pessoas que passaram por uma situação aterrorizante, como um seqüestro, um acidente grave, ou um desastre natural, por exemplo, podem desenvolver tanto um temor saudável que os manterá mais “espertos” diante de situações semelhantes, com o objetivo de preservar-lhes a vida, como um temor doentio, que os impedirá de viver a vida normalmente.

Onde entra, então, a confiança em Deus? Confiar em Deus nos ajuda a depositar preocupação saudável em coisas que são de fato importantes, como a preservação de nossa vida, o avanço da pregação do evangelho, chegar pontualmente a um compromisso, etc. Quando não confiamos em Deus estamos mais susceptíveis a sofrer de ansiedade, pois tudo em que depositarmos nossas expectativas poderá ser uma fonte de preocupação.

Pessoas que estão sofrendo de ansiedade não precisam de repreensão, mas de ajuda profissional e de amigos e familiares dispostos a auxiliar no que for possível. Deus é o maior psicólogo de todos. Ele está inteiramente disposto a curar-nos de nossas ansiedades doentias. Às vezes Ele opera diretamente em nossa vida, às vezes usa profissionais para efetuarem Sua obra. Uma coisa é certa.. Ele sempre está conosco!! Confiemos nEle!

*“Uma análise etimológico-funcional denomes de sentimentos” – Elizeu Borloti, Karina de Andrade Fonseca, Carina Paiva Charpinel, Karyne Mariano Lira.

http://mulheradventista.com/ansiedade-mais-do-que-falta-de-confianca/

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